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Afinal, por que fazer iniciação científica na faculdade?

Afinal, por que fazer iniciação científica na faculdade?

Ao entrar na faculdade é frequente ouvir pelos corredores os professores e colegas comentando sobre a iniciação científica. Ocorre que é comum não saber sequer do que se trata, uma vez que o primeiro contato de muitas pessoas com essa prática acontece apenas na universidade.

Se você quer saber o que é iniciação científica e por que é importante fazê-la na faculdade, acompanhe o post e confira todos os detalhes!

O que é iniciação científica?

Antes de iniciar essa nova jornada durante a faculdade, é preciso compreender do que ela trata. Como o próprio nome indica, o programa, que costuma ser oferecido por diversas faculdades particulares e públicas, é uma das principais portas de entrada ao mundo científico.

Conhecida apenas como IC, é o pontapé inicial para o mundo da pesquisa acadêmica e permite que o aluno passe por um processo de aprendizado que foca em uma linha científica da sua área de graduação, utilizando metodologias e construção de soluções ou respostas para uma questão.

Dessa maneira, a iniciação científica é um processo em que o estudante recebe orientações de um professor, muitas vezes participando de encontros coletivos em grupos de estudos, com o objetivo de aprofundar os seus conhecimentos em determinada área de seu curso, conhecendo técnicas, metodologias e desenvolvendo o seu raciocínio crítico.

Quais são as suas vantagens?

A iniciação científica, além de fornecer uma boa base acadêmica para aqueles que desejam realizar um mestrado ou doutorado, ainda proporciona muitas outras vantagens que podem ser aproveitadas em diversas áreas da vida, inclusive no mercado de trabalho e durante a graduação. Confira alguns desses benefícios!

Aumento do desempenho acadêmico

Muitas vezes, os alunos da graduação não compreendem os significados dos conteúdos passados em sala de aula ou a sua usabilidade na profissão, uma vez que a maioria das aulas é expositiva.

Entretanto, quando o estudante começa uma iniciação científica, ele tem contato com formatos dinâmicos e diferentes de aprendizado que unem a pesquisa e o ensino. Ainda, consegue reconhecer as disciplinas que podem colaborar em novos caminhos da sua pesquisa, o que costuma aumentar o seu desempenho acadêmico.

Desenvolvimento pessoal e profissional

As pessoas costumam associar a iniciação científica como o caminho que deve ser seguido somente por aqueles que têm a pretensão de seguir carreira acadêmica, entretanto, isso não é bem verdade.

É fato que o estudante tem mais chances de ingressar em um doutorado ou mestrado, exatamente por ter uma experiência prévia em pesquisa, mas os conhecimentos adquiridos são úteis para todos, inclusive para quem pretende atuar no mercado de trabalho convencional. Isso ocorre porque a IC desenvolve raciocínio rápido para encontrar soluções para diferentes problemas e outras habilidades como criatividade e dinamismo, itens valorizados na iniciativa privada.

Ao desenvolver um projeto de iniciação científica o aluno precisa apresentar resultados parciais e finais dentro dos prazos, sendo necessária organização para construir suas descobertas e análises.

Além disso, a exposição dos resultados da pesquisa também pode motivar e dar segurança aos alunos, tendo em vista que nos encontros acadêmicos e congressos ocorrem debates públicos entre os participantes.

Experiência

Apesar de não ser obrigatória a realização da iniciação científica, ter essa experiência pode abrir portas em outros aspectos, como ser monitor de uma disciplina na graduação ou destacar o seu currículo entre os demais na hora da busca por um emprego.

O estudante que passa pela experiência de realizar uma pesquisa costuma apresentar bom rendimento na graduação, além de ter conhecimento e bagagem na área da sua pesquisa, o que pode facilitar que ele tenha outras experiências acadêmicas.

Quais são os passos para quem quer iniciar um projeto de pesquisa?

As pesquisas científicas são diferentes entre si, variando conforme a instituição de ensino, e não há um roteiro rígido para elaboração de projetos de pesquisa. Entretanto, existem alguns passos que devem ser seguidos, como os que apresentaremos a seguir:

Delimitação do problema

Geralmente, o cientista inicia o seu processo de pesquisa com a escolha de um tema que, ao formular perguntas, provoca uma problematização. Um bom problema de pesquisa deve ser claro, preciso, delimitado, empírico e passível de solução.

Deve haver uma pergunta que servirá de base fundamental do projeto. A partir dela, os métodos propostos devem possibilitar a descoberta da resposta para essa pergunta, bem como os resultados esperados deverão estar relacionados a essa pergunta.

Formulação da hipótese

A hipótese, que necessariamente deve ser uma afirmação, é uma resposta provisória à pergunta definida como problema de pesquisa que tem intenção de ser posteriormente demonstrada.

Ao final da pesquisa a hipótese, que deve ser simples e sujeita à negação, é declarada falsa ou verdadeira.

Coleta de dados

Após escolher o tema, o pesquisador deve buscar por todos os dados, pesquisas, procedimentos, equipamentos, materiais e métodos necessários para testar suas hipóteses e alcançar seus objetivos.

Para embasar a sua tese, o estudante deve, inclusive, relacionar as informações que já foram descobertas a respeito do problema de pesquisa e as fronteiras do conhecimento da área, pois quanto mais conhecimento ele tiver, mais fácil será realizar o trabalho da redação da pesquisa.

Análise e interpretação

Por fim, todos os dados coletados devem ser analisados e interpretados para que a pesquisa seja, enfim, redigida e concluída.

Após todo o esforço, o aluno deve organizar os resultados em forma de artigo científico, trabalho de conclusão de curso (monografia) ou resumo e apresentá-lo para a comunidade acadêmica.

Os resultados da pesquisa podem ser apresentados em encontros acadêmicos, como em Congressos de Iniciação Científica, sendo que alguns programas de bolsa exigem a publicação em tais eventos.

Além disso, o aluno tem a possibilidade de receber uma bolsa de iniciação científica, que pode ser concedida por alguma organização governamental, como a FAPEMIG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais), uma agência de fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico de Minas Gerais, ou até mesmo por sua própria instituição de ensino.

Viu só como existem diversos motivos para fazer iniciação científica na faculdade? Além de proporcionar um contato mais próximo do aluno com a universidade e com os professores, é possível desenvolver habilidades úteis em diferentes setores da vida e ainda há a possibilidade de receber remuneração pela pesquisa por meio das bolsas de iniciação científica.

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